Arquivo para 15 de janeiro de 2009

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Cristiano Ronaldo – Ame ou Odeie

Na semana passada o português Cristiano Ronaldo foi eleito o melhor jogador do mundo do ano de 2008, deixando pra trás craques como Kaká e Messi. A Nike,  é claro, não deixou passar a oportunidade e criou o vídeo “Crisitiano Ronaldo – Love him or Hate him”. O vídeo é composto por depoimentos de pessoas (torcedores do Manchester e torcedores de clubes adversários) que amam ou odeiam o atacante. Confira!

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Segmentação no esporte

A concorrência acirrada entre grandes multinacionais faz do mercado de confecção de material esportivo um segmento pouco convidativo para qualquer um. Ainda assim, novas empresas buscam participação no setor. Como explicar, então, a razão para tantas marcas se aventurarem em um cenário dominado por grandes corporações? As respostas podem ter peculiaridades e idéias de cada uma das empresas menores, mas todas carregam uma mesma idéia: segmentação.
A diferença de foco entre grandes e pequenas do setor ficou clara na Couromoda, feira do setor têxtil realizada em São Paulo. A maioria das marcas aproveitou o evento para fazer o lançamento de suas novas coleções. Com isso, a aposta de cada uma delas para ganhar mercado ficou extremamente evidente – Adidas e Nike, líderes do segmento, não montaram boxes próprios no evento.
É a segmentação, por exemplo, que direciona a estratégia da Poker. A marca gaúcha surgiu com o intuito de brigar com grandes nomes do setor, mas desde 2004 adotou postura diferente. A nova aposta da marca é a fabricação de luvas para goleiros.
“Fechamos 2008 com 70% dos goleiros da Série B e 35% da Série A. Queremos que esses números cheguem a 80% e 40 ou 45% neste ano. Temos todos os produtos que um atleta precisa, mas o nosso foco atualmente é o mercado de luvas”, afirmou Carlos Wamburg, membro do departamento de marketing da Poker.
Um caso curioso ilustra o quanto a empresa possui estratégia segmentada. Um dos principais personagens do material publicitário da Poker é o goleiro Victor, que defende o Grêmio. Mas o camisa 1 da equipe gaúcha tem patrocínio da Diadora para suas chuteiras.
Ex-fornecedora da Reusch, marca que também tem as luvas de goleiros como grande foco, a Poker possui um plano estratégico de consolidação no mercado de material esportivo do Brasil até 2014, ano em que o país vai sediar a Copa do Mundo. Essa estratégia de expansão inclui a ampliação de foco para outros produtos além de luvas, mudança que não tem data para acontecer. “Estamos crescendo e ganhando mercado do jeito que estamos antes de qualquer coisa”, disse Wamburg.
Mas a segmentação não é exclusividade da Poker. Outra marca que aposta no foco para ganhar participação no mercado é a Tronic. Oriunda de Santa Catarina, a empresa tem contratos com Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Coritiba, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Joinville, Paraná Clube e Vasco para a produção de calçados infantis.
“Patrocinamos a maior liga estadual de futsal do país, que é a do Rio de Janeiro, e o futsal do Vasco. Mas sabemos que os valores das concorrências dificultam muito a entrada no futebol. Vamos trabalhando com licenciados até encontrar um espaço”, projetou Sâmia Munaretti, responsável pelo marketing da empresa.
A idéia de restringir a produção serve até para marcas maiores, como a Dalponte. Apesar de ter usado a Couromoda para lançar sua nova linha de produtos, que inclui artefatos voltados para futebol, futsal e moda urbana, a marca ratifica aposta em seu sucesso nas quadras.
“O futsal é o grande destaque, até por ser algo que pode aparecer nas grandes ou pequenas cidades. Como pode ser jogado com poucas pessoas, é um esporte que tem espaço em qualquer lugar. É um segmento importante”, argumentou Virginia Dal Ponte, responsável pela marca.
Outro diferencial da Dalponte é um investimento restrito em mídia. Em vez disso, a empresa resolveu apostar em desenvolvimento de produtos e ações diretas nos pontos de venda. “Queremos ter a linha com melhor desenvolvimento tecnológico”, completou Virginia.
Na linha do “dividir para conquistar”, há empresas que apelam até a idéias diferentes da maioria. É o caso da Tryon, por exemplo. Apesar de ter uma linha para a prática de running, a empresa contrariou a maioria dos concorrentes e não investiu em tecnologia ou desempenho.
“Um aspecto importante é o preço. Nossos produtos da base da pirâmide são vendidos a partir de R$ 69, um valor muito diferente da concorrência. Não fazemos tênis que sejam úteis apenas nas corridas, mas que sirvam para corridas e possam ser usados no dia-a-dia. Nossa idéia é ter sempre uma linha versátil e bem-humorada, focada na qualidade de vida e não no rendimento”, finalizou Sidney Nascimento, membro do departamento de marketing da empresa.

Fonte: Máquina do Esporte